[caos neoliteral]

a arte brota
singela
em silêncio
encontra combustível

explode
espalha
escoa

ecoa no meu peito
retumba

eclode os sentidos
confunde

arte que vibra
viva
arte que me bagunça
pulsa
a arte.

———–

porque a arte me traz meu caos.

me obriga a olhar dentro de mim em tudo que não segue minha lógica fria, racional.
a arte quebra meus sentidos. explode meus desvarios. escancara meus medos. reflete minha confusão.

ah! doce arte que me parte a pele com seu bisturi sensorial e expõe minha carne viva.
me tira o sangue e o então devolve mais vermelho, mais vivo.
transfusão de inspiração.

inspiro. expiro. espio com receio de ser novamente aberta, exposta.

tantos anos a me controlar.
tantos dias a me conformar.
tantos sonhos a sufocar.
e essa intrépida, em segundos,
me descontrola, me revolta, me põe a sonhar.

ela provoca. inóspita. ela convoca ao desconforto de criar.
e eu respondo, tímida.

só para sentir de novo seu arrepio suave sobre a minha pele,
seus sussurros diabólicos a me convidar.
aceito, minha senhora. venha me inspirar.

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2 comentários sobre “[caos neoliteral]

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